Como usar um nome científico corretamente?
Os nomes científicos são usados por cientistas e pesquisadores no mundo todo para batizar, classificar e organizar espécies de seres vivos de forma padronizada. Por não estar sujeito a variações de época, país ou idioma do pesquisador, o uso de nomes científicos é inestimável para catalogar novas espécies e garantir o reconhecimento delas perante a comunidade científica internacional.
Você sabe qual o nome deste animal?
Esse é o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris). Esse pequeno marsupial é uma espécie comum no Brasil e dependendo da região ele pode ter vários nomes diferentes como "timbu", "micurê", "saruê", "sariguê", "opossum" e outros nomes diversos, todos usados para descrever a mesma espécie.
Para um cientista, organizar e classificar um animal com um identidade tão incerta pode ser uma tarefa problemática. Tendo isso em vista se fez necessário para os cientistas criarem um método de nomenclatura universal padronizado para ajudar na classificação das espécies de seres vivos conhecidas. Foi assim que surgiu o sistema de nomenclatura binomial que é o sistema usado para dar nomes científicos.
História:
A primeira tentativa de introduzir um sistema de nomenclatura binomial é atribuída ao naturalista suíço Gaspard Bauhin em meados do século XVII.
Todavia, foi apenas quase 200 anos depois em 1735, que o biólogo sueco Carl Von Linné (Lineu) desenvolveu o método de nomenclatura binomial atualmente usado pelos cientistas. O método de Lineu atribuía às espécies um nome constituído por duas palavras. Esse conceito foi amplamente aceito pela comunidade científica e é usado como padrão até hoje. O chamado sistema binomial ou sistema lineriano.
Regras para escrever um nome científico:
Existem cinco regras básicas a serem seguidas na hora de nomear uma espécie.
1. Os nomes são compostos por dois elementos (nomenclatura binomial) que são o gênero (nome genérico) da espécie e o epíteto específico que identifica a espécie em si.
2. O gênero deve ser escrito apenas com a inicial maiúscula, enquanto que, o epíteto específico é escrito todo com letras minúsculas.
3. Devem ser escritos com fonte em itálico, caso não esteja disponível a opção em itálico o nome deve ser sublinhado.
4. Os nomes científicos são escritos em latim. Por ser uma língua morta que não está sujeita a alterações o que torna o seu uso mais prático para nomear espécies.
5. Nomes científicos não recebem acentuação gráfica, como acentos, crases, pontos e etc.
Subespécies e subgêneros:
Para nomear uma subespécie são usados três elementos, incluindo o gênero, o epíteto específico e um descritor subespecífico. Esse descritor subespecífico é escrito após o epíteto específico em letras minúsculas.
Ex: Homo sapiens sapiens
Subgêneros são indicados em parênteses entre o gênero e o epíteto específico e escritos com inicial maiúscula.
Ex: Anopheles (Nyssorhinchus) darlingi
Taxonomia:
Os grupos de seres vivos como algas, plantas, fungos, bactérias, protistas e animais são classificados em grupos denominados táxons ou taxa que são organizados em ordem sequencial descendente seguindo uma hierarquia composta por reino, filo, classe, ordem, família, gênero e espécie.
Nome comum: Humano
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primatas
Família: Hominidae
Gênero: Homo
Espécie: Homo sapiens
Os grupos (táxons) mais abrangentes estão localizados no topo da hierarquia taxonômica, e são compostos por uma única palavra, todos escritos em latim, com as categorias acima de gênero sendo escritas com inicial maiúscula e letra redonda (não necessariamente em itálico). Apesar dessa regra não valer em caso de bactérias.
Se a espécie teve a sua posição taxonómica alterada por ter sido inclusa em um gênero diferente do original, o sobrenome (ou abreviação) do autor original e a data de publicação original devem ser fornecidos entre parênteses antes da indicação de quem publicou o novo nome.
Ex: Musca domestica Linnaeus, 1758
Homenagens:
O nome do gênero e do epíteto específico podem ser derivados de qualquer fonte. A única exigência é que as palavras escolhidas sejam latinizadas. Sendo assim, os cientistas podem incluir elementos descritivos do organismo em questão, palavras de um idioma vernáculo, homenagens a lugares, pessoas, obras, elementos mitológicos e até mesmo trocadilhos na hora de nomear uma criatura.
Ex: Legionella shakespearei e Coelodactylus natalensis




.jpeg)


Comentários
Postar um comentário