5 coisas inusitadas já encontradas na Antártica
A Antártica é um continente cheio de mistérios, envolto por um manto de gelo e neve intermitentes que ocultam esta terra selvagem e inóspita dos olhares dos humanos. Esse é o único continente que não tem uma população nativa, sem cidades, sem países, apenas uma imensidão infindável de um deserto branco eternamente congelado no ponto mais extremo da superfície da Terra. Uma terra selvagem em todos os sentidos. Nem mesmo os animais e plantas que estamos tão acostumados a ter ao nosso redor são tão impotentes e vulneráveis a essa paisagem insalubre quanto a própria humanidade, visto que, o continente é hostil a maior parte das formas de vida conhecidas.
Só os fortes podem prosperar neste mundo congelado!
O senso comum nos induz a acreditar que nada além de gelo, neve e... com sorte alguns pinguins existem dentro dos 13.660.000 km² de extensão gelada do continente austral, mas essa terra de ninguém guarda em si alguns mistérios dos olhos dos homens, que são à prova de que até o deserto mais inóspito ainda pode reservar algumas surpresas e aqui estão listadas algumas dessas surpresas encontradas na Antártica para a fascínio do mundo civilizado.
1 - Plantas
Nem só de neve é feita a superfície do pólo sul. Algumas áreas do continente abrigam extensas áreas de terreno cobertas por musgos. Os musgos são o exemplo de plantas mais simples e basais, medindo poucos centímetros de altura, desprovidas de caules, raízes ou folhas verdadeiras, estas são uma das primeiras espécies de plantas a ocupar o ambiente terrestre. Um estudo realizado pela Universidade de Exeter, na Inglaterra, e publicado em maio no periódico científico americano Current Biology, demostrou que, por intermédio das mudanças catalisadas pelo aquecimento global, os musgos estão se expandindo de maneira preocupante nas regiões antárticas mais ao norte. Isso vem ocorrendo, principalmente no verão, nas ilhas Elefante, Ardley e Green, a oeste da Península Antártica, onde está localizada a Estação Comandante Ferraz, do Brasil.
Em situações ideais os musgos estariam restritos apenas a algumas ilhas mais ao norte do continente, próximas da América do Sul e em alguns pontos na península antártica. Todavia, a expansão da camada vegetal pela península é um indício preocupante do acréscimo da média de temperatura na Antártica, com verões cada vez mais quentes e uma dinâmica termal que os organismos nativos não estão acostumados.
2 - Insetos
Apesar de todas essas adaptações, o B. antarctica é vulnerável à temperaturas inferiores a -15ºC, assim como suas larvas, que se forem expostas a temperaturas amenas de 10ºC podem morrer dentro de alguns dias. Para se manterem vivos eles costumam escavar a uma profundidade de em média 1 cm, onde a cobertura de neve e gelo mantém a temperatura estável entre 0 e -2 °C por bastante tempo. As fêmeas também envolvem os ovos numa espécie de gel com propriedades anticongelantes que serve também como aporte nutricional até o estágio larvas onde passam a se alimentar de algas, musgos e detritos.
3 - Pirâmides
Quando foram vistas pela primeira vez no Google Maps, uma série de estruturas piramidais levantaram enormes questionamentos sobre sua origem e o que tais formações estavam fazendo num lugar tão desolado. Seriam obras de uma civilização perdida? Uma base militar secreta? Extraterrestres? Nazistas?
Acontece que as tais “Pirâmides da Antártica” não foram esculpidas por mãos humanas, e muito provavelmente também não são obra de extraterrestres. O nome dado a esse tipo de formação geológica é nunatak. Um nunatak é um pico ou formação rochosa montanhosa que não está coberta de neve apesar de estar localizada num campo de neve ou geleira. Longe de civilizações ancestrais, o padrão geomorfológico destas montanhas obedece à hipótese de que a estrutura cristalina das rochas sofreu erosão das rajadas de vento ao longo de milhares de anos.
Apesar de tal padrão piramidal se assemelhar bastante com o que vemos em construções humanas, a hipótese de que foram construídas pelo homem vai por água abaixo quando lembramos que as condições para a vida humana viver e prosperar simplesmente não existem na Antártida. Estima-se que a Antártida se congelou há pelo menos 23 milhões de anos, muitos milhões de anos antes da aparição dos primeiros Homo sapiens, o que refutaria a possibilidade de os seres humanos a terem povoado antes de seu atual estado de congelamento.
Pra quem tiver curiosidade, as formações podem ser vistas no Google Maps nas coordenadas 79 ° 58’ 39.25 “S 81 ° 57’ 32.21” W
4 - Florestas
Que a Antártida tem plantas nós já sabemos, mas será que ela tem ou já teve plantas o suficiente para compôr uma floresta inteira? A resposta é sim.
Em um passado distante, se viajássemos no tempo e déssemos uma olhada no que hoje é o continente da Antártida como o conhecemos, provavelmente não reconheceríamos a nossa posição no espaço; pois, onde havia gelo e neve antes existia uma exuberante floresta temperada no mesmo molde das quais nós vemos no hemisfério norte e ao sul da Austrália e na Nova Zelândia. Nessa época, a Antártida era bem mais quente e úmida.
Registros fósseis mostraram resíduos de madeira fossilizada compatível com samambaias antigas e apontam para uma abundância de espécies de plantas, fungos e animais como anfíbios, invertebrados e até exemplares dos primeiros mamíferos. Inclusive, a teoria mais aceita para a chegada dos marsupiais na Oceania é de que eles fizeram a transição entre as massas de terra do antigo supercontinente de Gondwana vindos direto da Antártida para onde hoje é a Austrália.
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